quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Cartago

Cartago (em árabe قرطاج‎, transl. Qartaj; em berbere: Kartajen; em grego antigo: Καρχηδών, transl. Karkhēdōn; em latim: Carthago ou Karthago; do fenício: Qart - ḥadašt, "Nova Cidade") é uma antiga cidade, originariamente uma colônia fenícia no norte da África, situada a leste do lago de Túnis, perto do centro de Túnis, na Tunísia. Foi uma potência na Antigüidade, disputando com Roma o controle do ma Mediterrâneo. Dessa disputa originaram-se as três Guerras Púnicas, após as quais Cartago foi destruída.
A antiga capital púnica é hoje um bairro de Túnis e uma estação arqueológica e turística importante, tendo sido classificado patrimônio mundial pela UNESCO em 1979.

História

Cidade da costa da África do Norte, numa península próxima da qual se encontra hoje a cidade de Túnis. Foi fundada por colonizadores fenícios de Tiro (antes da data tradicional de 814 a.C.). Cartago tornou-se, dentro de pouco tempo, a capital de uma república marítima muito poderosa, que substituiu Tiro no Ocidente, criou colônias na Sicília, na Sardenha, na Espanha, enviou navegadores ao Atlântico Norte e sustentou contra Roma, sua rival, as longas guerras conhecidas pelo nome de guerras púnicas (264-146 a.C.). Possuía também uma potente marinha de guerra.
Entre os séculos V e III.a.C. envolveu-se em freqüentes hostilidades com a Grécia e a Sicília. Foi nesta última que Cartago teve seu primeiro choque com Roma, e as três Guerras Púnicas acabaram com a destruição da cidade em 146 a.C. A meio caminho entre estas duas cidades (e capitais de império) encontra-se a Sicília. O controle desta ilha foi determinante no decorrer das Guerras Púnicas porque a Sicília era o "celeiro" do mundo antigo.

Burgúndios

Burgúndios ("os Montanheses"), são um antigo povo de origem escandinava. No baixo Império Romano, instalaram-se na Gália e na Germânia na qualidade de foederati ("federados" em latim). Tendo procurado se estender na Bélgica, foram abatidos por Aécio em 436 e transferidos para Saboia. De lá, eles se espalharam nas bacias do Saône e do Ródano. Foram submetidos pelos francos em 532 e seu território foi reunido à Nêustri. Deram seu nome à Borgonha.

Os reinos burgúndios

O primeiro reino

Em 411, o rei burgúndio Gundahar instalou um imperador fantoche no Império Romano, Jovino, em cooperação com Goar, rei dos alanos. Com a autoridade do imperador gaulês que ele ontrolava, Gundahar se estabeleceu na margem (romana) esquerda do rio Reno, entre os rios Lauter e Nahe, apoderando-se de Worms, Speier e Estrasburgo. Aparentemente como parte de uma trégua, o imperador Flávio Augusto Honório, mais tarde concedeu a eles as terras.
Apesar do seu novo status de foederati, as incursões burgúndias na Gallia Belgica se tornaram intoleráveis e foram brutalmente encerradas em 436, quando o general romano Flávio Aécio convocou mercenários hunos que subjugaram o reino do rio Reno (que tinha sua capital no antigo assentamento celta romano de Borbetomagus/Worms) em 437. Gundahar foi morto em combate, de acordo com o que foi relatado pela maioria das tribos burgúndias. A destruição de Worms e do reino burgúndio pelos hunos se tornou o assunto de lendas heróicas que foram mais tarde incorporadas no Nibelungenlied.

 O segundo reino

Por razões não citadas nas fontes, aos burgúndios foi concedido o status de foederati uma segunda vez, e em 443 eles foram reassentados por Flávio Aécio na região de Sapaudia (Chronica Gaellica 452). Apesar de a Sapaudia não corresponder a qualquer região atual, os burgúndios provavelmente viveram próximos a Lugdenensis, a atual Lyon (Wood 1994, Gregory II, 9). Um novo rei, Gundioc ou Gunderico, presumivelmente um filho de Gundahar, parece ter reinado a partir da morte de seu pai (Drew, p. 1). Ao todo, oito reis burgúndios da casa de Gundahar governaram até o reino ser invadido pelos francos em 534.
Como aliados de Roma nas suas últimas décadas, os burgúndios lutaram ao lado de Flávio Aécio e de uma confederação de visigodos e outras tribos na derrota final de Átila na Batalha dos Campos Cataláunicos em 451. A aliança entre os burgúndios e os visigodos parece ter sido forte, com Gundioc e seu irmão Chilperic I acompanhando Teodorico II à península Ibérica para atacar os suevos em 455. (Jordanes, Getica, 231)

Rúgios

Os rúgios eram uma tribo germânico cuja origem remonta à região de Rogaland no sul da Noruega, significando literalmente 'terra enrrugada', devido ao relevo acidentado dos fiordes noruegueses. Do século III a.C. até fins do século I a.C., a população desta área migra para o sul em busca de áreas mais quentes, devido ao abaixamento das temperaturas da Europa deste período. Estabelecem-se na ilha de Rügen, no mar Báltico, dando seu nome ao lugar. Fixam-se também na costa do mar Báltico, hoje Polônia.
A tribo é primeiramente mencionada pelo escritor romano Tácito no século I, em seu livro Germania. Segundo Tácito, os Rugii habitavam a costa do mar Báltico entre os rios Vístula e Oder, eram vizinhos a leste dos godos e utilizavam escudos redondos e espadas curtas. Existe um grande intervalo de registro histórico, com os rúgios citados após Tácito somente no século V. No entanto, podem-se supor indiretamente alguns eventos. Pressionado por guerras contra os godos no fim do século I, os rúgios deslocaram-se para o sul, para a região do Danúbio e dos Cárpatos entre os anos 200 e 300. Em 390, tornaram-se vassalos dos hunos invasores, junto a outros povos germânicos, como os ostrogodos. Convertem-se ao cristianismo ariano. Em 451, participaram, ao lado de Átila, na invasão à Gália e na Batalha dos Campos Cataláunicos (batalha de Chalôns) (fonte Sidônio). Após a morte de Átila, em 454, ocorre a Batalha do Rio Nedao, onde uma federação de povos germânicos derrotou os hunos e alcançou a independência.